ANEXO 4 – POLIMENTO

A utilização crescente dos produtos plásticos criou uma procura elevada de moldes com acabamento “espelho”.
As maiores exigências no acabamento superficial, são desejadas nos moldes para lentes em que se tem de obter necessariamente um acabamento excelente.O grau de acabamento que pode ser atingido, depende de certos factores, tais como:

  • Qualidade do aço
  • Tratamento térmico
  • Electroerosão
  • Técnica de polimento

PRÉ-POLIMENTO (Polimento grosso)

Deverá realçar-se que a operação de pré-polimento (à mó, à lixa ou com pó de esmeril), será base para uma operação de polimento rápido e com sucesso. Devem remover-se os riscos deixados pela operação anterior, obtendo-se uma superfície geometricamente plana e metalicamente pura.

A superfície do molde é afectada pelo processo de tratamento térmico utilizado. Porém, não há dúvida, que quando se exige um molde com o mais elevedo grau de polimento, é necessário poli-lo antes da operação de tratamento térmico, mesmo sabendo que há uma ligeira variação nas dimensões (e forma) e/ou uma deterioração na superfície trabalhada.

O tipo de polimento a efectuar na peça antes de ser submetida a tratamento térmico, tem um limite acima do qual não há qualquer vantagem prática. Para moldes a submeter à têmpera, em banho de sais, o pré-polimento com granulometria mínima de 180 é suficiente.

Conselhos práticos:

  • As operações não podem provocar um aquecimento tal que venha a afectar a estrutura e dureza do aço;
  • Deve ser usada bastante refrigeração;
  • Utilizar unicamente ferramentas limpas e com boa capacidade de corte. Sobre superfícies duras, devem utilizar-se mós macias;
  • Entre cada mudança de tamanho de grão, a peça a trabalhar e as mãos, devem ser cuidadosamente limpas, de modo a que se evite acumulação de partículas abrasivas à fase seguinte de polimento com grão mais fino;
  • Quanto menor for o tamanho de grão utilizado, mais importante é a operação de limpeza entre cada mudança de tamanho do grão;
  • Quando se muda para grão mais fino, o polimento deverá ser efectuado a cerca de 45º da direcção previamente utilizada, até que a superfície apresente unicamente riscos desta operação. Logo que todos os riscos da fase anterior tenham desaparecido, convém ainda continuar durante 25% de tempo, antes de mudar de tamanho do grão, para se garantir que a camada deformada foi removida.
  • As mudanças de direcção são importantes, pois evitam a formação de irregularidades e zonas com relevo.

POLIMENTO FINAL

Conselhos práticos:

A pasta de diamante, é o agente abrasivo mais comum, utilizado em polimento final.
O melhor resultado é obtido utilizando a pasta certa, na ferramenta de polir certa. As ferramentas de polimento, estão disponíveis em material de diferentes durezas destes metais, passando por diferentes tipos de fibras (madeira, fibras sintéticas) até feltros macios.
A dureza da ferramenta de polir, afecta a dispersão dos grãos de diamante e o ritmo de remoção.
A rentabilidade da operação de polimento final, pode ser melhorada pela utilização de certas regras. Acima de tudo, a limpeza em todas as fases da operação de polimento é da maior importância, e nunca será demais realçá-lo.

  • O polimento deve ser efectuado em locais livres de poeiras e sujidade. Partículas de poeira podem facilmente contaminar o abrasivo e arruinar uma superfície quase acabada.
  • Cada ferramenta de polir, deverá ser usada como uma (e só uma) qualidade de pasta e guardada em receptáculos à prova de poeira.
  • As ferramentas de polimento tornam-se gradualmente “impregnadas” e melhoram com o tempo de utilização.
  • As mãos e a peça devem ser cuidadosamente limpas, após cada mudança de grão; a peça com um líquido que dissolva a gordura e as mãos com sabão.
  • No polimento manual, a pasta deve ser aplicada na ferramenta de polir, ao passo que no polimento à máquina, deve ser aplicada à peça.
  • Quanto mais fino for o grão, menor será a quantidade de líquido de diluição.
  • A pressão de polimento deverá estar de acordo com a dureza da ferramenta de polir.
  • A remoção de bastante material exige ferramentas de polir duras e pasta de grão maior.
  • A última fase do polimento dos moldes de plástico, deve ser efectuada segundo a direcção da extracção.
  • O polimento deve começar pelos cantos, filetes, arestas ou outras partes difíceis do molde.
  • Ter cuidado com arestas e quinas vivas para que não fiquem boleadas. De preferência utilizam-se ferramentas de polir, duras.

SUGESTÕES SOBRE A SELECÇÃO DE TAMANHO DE GRÃO UTILIZÁVIS NO POLIMENTO DE ELEMENTOS MOLDANTES ELABORADOS EM DIVERSAS VARIEDADES DE AÇO

Elementos a temperar em sais e elaborados nos aços
Polimento antes da têmpera
Têmpera em sais para Durezas (RC)
Polimento após tratamento térmico
Polimento fino
Polimento final
Aparelho, pedra, lixa, pó de esmeril com petróleo Pedra, lixa, pó de esmeril com petróleo Pasta de diamante
Tamanho de grão(FEPA)
Tamanho de grão(FEPA)
Tamanho de grão microns
AISI P20
50
58/60
P240
P400
P800
16 microns com madeira dura;
6 microns com madeira macia
AISI (L6)
180
52/54
P240
P400
P800
6 microns, 3 microns com madeira macia e 1 micron em fibra/feltro (se necessário)
AISI H13
180
50/52
P240
P400
P800
AISI (420) E.S.R.
180
52/54
P240
P400
P800
(8 microns)
6 microns, 3 microns com madeira macia e 1 micron em fibra/feltro (se necessário)

ELEMENTOS EM AÇO PRÉ-TRATADO

AISI (420) E.S.R.
300 HB
P240
P400
P800
6 microns, 3 microns com madeira macia e 1 micron em fibra/feltro (se necessário)
AISI P20
300 HB
AISI H13
300 HB
AISI (L6)
300 HB