NITRURAÇÃO EM SAIS

Como se pode constatar através do esquema, as instalações de nitruração em sais (Tenifer), são de construção simples.

Figura 20 Esquema de uma instalação TENIFER

Consiste num forno de pré-aquecimento, noutro de nitruração e em dispositivos de arrefecimento e lavagem bem como de carga das peças.
A nitruração, propriamente dita, faz-se em fusões de sais, que entre outros, são cianatos e cianetos. A temperatura de nitruração do cianato de cálcio decompõe-se no banho em carbonato, libertando azoto e carbono que difundem na superfície da peça. Não se pode, portanto, falar em nitruração, mas antes e sempre em carbonitruração.
As temperaturas usuais de tratamento variam entre 560-580ºC (e a duração de nitruração entre 2 a 4 horas). Exige-se uma limpeza cuidada das peças para evitar a corrosão prematura.

Vantagens:

  Custos de investimento relativamente baixos
  Alta flexibilidade
  Boa resistência à corrosão com oxidação posterior.

Inconvenientes:

  Limpeza complicada das peças
  Pequenas camadas nitruradas e de difícil controlo
  Nitruração parcial extremamente difícil
  Baixa automatização
  Baixa reprodutividade
  Exigências de segurança (bons equipamentos de protecção individual, devido à erupção de sais)
  Nocivo ao meio ambiente (sais venenosos a remover)