A base deste processo é a criação dum plasma, que é obtido ionizando as moléculas dum gás sob vácuo, através duma descarga eléctrica entre o ânodo (forno) e o cátodo (peça).
Ao introduzirmos o azoto, ele é parcialmente ionizado pela descarga eléctrica. Os iões assim formados, são acelerados em direcção à peça (cátodo) e provocam na superfície os seguintes efeitos:
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limpeza e uma activação de superfície |
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aquecimento da peça pela absorção da energia iónica cinética |
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reacção dos iões altamente activos com os elementos do material de base |
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difusão dos elementos existentes no gás dentro da peça. |
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| Figura 22 | Instalação de nitruração iónica |
Os componentes principais desta instalação de nitruração por plasma são:
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câmara de vácuo |
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unidade eléctrica |
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sistema de mistura de gases |
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diversos dispositivos de controlo |
Vantagens:
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mais maior gama de temperatura de nitruração |
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menores tempos de execução |
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possibilidade de camadas nitruradas espessas |
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possibilidade de controlar a camada nitrurada |
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possibilidade de tratar aços inox e ligas de titânio |
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possibilidade de nitruração parcial |
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elevada reprodutibilidade |
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elevada automatização |
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não exige limpeza posterior |
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não prejudica o meio ambiente |
Inconvenientes:
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elevados custos de investimento |
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baixa flexibilidade |
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não é possível nitrurar totalmente os furos com diâmetro inferior a 2 mm |
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formação de arco |
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possibilidade de zonas de sombra não nitrurada |
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gama de peças a tratar condicionada pelas dimensões. |

