O fabrico de porcas ou roscas interiores com machos de roscar é uma técnica recente se o compararmos com os outros processos de maquinação dos metais, já que este data de finais do século XIX.
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Se segurarmos nas nossas mãos um macho de roscar e o estudarmos atentamente, observamos que se trata de uma ferramenta de forma cilíndrica, roscada exteriormente e sobre a qual se “lavraram” umas ranhuras as quais proporcionam à rosca os respectivos gumes de corte. Estes gumes são os que ao introduzir-se no furo previamente, geram a rosca correspondente e inversa à rosca do macho.
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| Nomenclatura do macho |
Classificação dos machos
Quanto ao tipo de rosca:
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Sistema Métrico |
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Sistema Whitworth ou Inglês |
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Sistema Americano |
Estes grupos por sua vez subdividem-se em diversos tipos ou séries:
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Quanto ao tipo de rosca: Fina ou Normal (grossa) |
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Quanto à forma de rosca: Paralela ou Cónica (comumente usada nas entradas e saídas da refrigeração) |
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Quanto ao tipo de material: Aço rápido (HSS)- normal, Aço rápido (HSS) altamente ligado ou Aço rápido (HSS)- revestido (grande rendimento) |
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Quanto às dimensões: Machos tipo curto, tipo médio ou tipo longo |
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Quanto ao tipo de trabalho: Machos manuais ou de máquina |
Metodologia da roscagem
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| Após a utilização limpar convenientemente o macho e verificar o seu estado de conservação. | |||
ROSCAGEM MANUAL
Na grande maioria das empresas de moldes, esta operação tem de ser realizada mesmo que a nível do processo produtivo esteja implementada a roscagem automática (executada na máquina). Existem sempre os furos imprevistos (esquecidos) para roscar, situações estas que nem sempre justificam uma nova montagem da peça na máquina para e apenas roscar.
Feita manualmente, esta operação necessita além dos machos, o desandador e o lubrificante.
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Os jogos de machos manuais de rosca normal são normalmente constituídos por três machos escalonados; o primeiro de desbaste, o segundo de pré-acabamento e o terceiro de acabamento.
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Os jogos de machos de rosca fina (passo fino) são compostos normalmente por dois machos, o primeiro de desbaste e o segundo de acabamento.
ROSCAGEM AUTOMÁTICA
A roscagem automática tem sido fortemente implementada nos últimos tempos por razões de economia de tempo na execução. A própria máquina que executa o furo prévio, executa posteriormente à furação a respectiva rosca, usando a mesma montagem da peça na máquina.
Para que as máquinas possam roscar com machos é necessário, como porta ferramenta, uma cabeça de roscar. Este acessório tem como objectivo proteger o macho contra ruptura. Estando a cabeça regulada para um binário de força de acordo com a resistência do macho (diâmetro como referência), a partir do momento em que esse binário excede o valor regulado na cabeça, a mesma desembraia e uma parte continua rodando solidária à máquina, a parte que fixa o macho pára evitando a rotura do mesmo.
Factores que afectam a roscagem automática:
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Material da peça a roscar |
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Material do macho |
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Furo cego ou passante |
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Velocidade de corte |
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Lubrificante |
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Geometria de corte |
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Tipo de máquina e cabeça de roscar |
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Precisão da rosca obtida |
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Diâmetro do furo prévio a roscar |
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Afiamento correcto do macho |
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Emprego do macho adequado |
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| Cabeça de roscar com o macho fixo |
Velocidade de corte em função dos materiais
| Aço 40-60 Kp/mm² | |
| Aço 60-80 Kp/mm² | |
| Aço 80-100 Kp/mm² | |
| Aço 90-110 Kp/mm² | |
| Ferro Fundido | |
| Latão | |
| Bronze | |
| Cobre |
Cálculo das velocidades de rotação
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| Número de rotações por minuto (rpm) | |
| Velocidade de corte (m/min) | |
| Diâmetro da rosca do macho | |
| Avanço (mm/min) | |
| Passo da rosca | |
Tabela de velocidades de rotação
rosca do macho |
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Métrica (mm) |
BSW UNC |
BSPT NPT |
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DIFICULDADES ENCONTRADAS NA OPERAÇÃO DE ROSCAGEM
| Rotura dos machos | Gripagem do macho devido ao material a roscar ser demasiado macio ou fibroso. | Usar machos com bom acabamento e lubrificante adequado. |
| Fragilidade do macho. | Usar machos com tratamento térmico correcto (dureza adequada 63/65 HRc.) | |
| Furo prévio de diâmetro muito pequeno. | Verificar diâmetro do furo a roscar. | |
| Furos cegos pouco profundos. | Certificar-se que o macho não toca no fundo do furo. | |
| Alinhamento do macho com o furo incorrecto. | Confirmar o alinhamento do macho com o furo no início. | |
| Os canais do macho não se encontram correctamente distribuídos, criando desequilíbrio das forças. | Defeito no fabrico do macho. | |
| Filetes partidos no macho. | Verificar o estado de conservação da geometria de corte (filetes) antes de iniciar. | |
| Ausência de limpeza das aparas no fundo do furo. | Limpar periodicamente o furo retirando as aparas que aí se encontram. | |
| Desgaste do macho devido ao aquecimento sofrido. | Controlar a velocidade de corte e qualidade do lubrificante. | |
| Má qualidade das roscas e fora de tolerâncias | Ângulo de desprendimento inadequado. | Verificar se o ângulo corresponde ao trabalho a realizar. |
| Falta de exactidão nas roscas. | Verificar se os machos estão gastos. Verificar se a velocidade de corte é adequada.Verificar se o furo prévio tem o diâmetro correcto antes de abrir a rosca. |
CAUSAS PRINCIPAIS DE RUPTURA
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TABELA DE ROSCAS
do furo prévio |
do furo prévio |
do furo prévio |
do furo prévio |
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pole- gada |
do furo prévio |
pole- gada |
do furo prévio |
pole- gada |
do furo prévio |
pole- gada |
do furo prévio |
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